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Valuation & M&A

PPA (Purchase Price Allocation): o que muda na contabilização após a aquisição

Julho 2026 · TSC Advisory

Ao concluir uma aquisição, a contabilização não se encerra no registro do valor pago. O CPC 15 / IFRS 3 exige que o preço da transação seja alocado entre os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos, a valor justo, na data da aquisição — processo conhecido como Purchase Price Allocation (PPA).

Por que o preço pago raramente equivale ao patrimônio líquido contábil

O valor pago em uma transação reflete expectativas de geração de caixa futura, sinergias e ativos que muitas vezes não estão registrados no balanço do alvo — como carteira de clientes, marca, tecnologia proprietária ou contratos vantajosos. O PPA identifica e mensura esses intangíveis a valor justo, separando-os do ágio residual (goodwill).

Etapas centrais do processo

O efeito nos resultados dos anos seguintes

Diferente do ágio — que não é amortizado, mas testado anualmente por impairment — os intangíveis identificados no PPA (marca, carteira de clientes, tecnologia) normalmente têm vida útil definida e geram amortização nos resultados dos exercícios seguintes. Isso significa que dois negócios com o mesmo preço de aquisição podem gerar impactos de resultado completamente diferentes, a depender de como o PPA foi conduzido.

Por que o PPA não pode ser tratado como formalidade contábil

Um PPA mal fundamentado distorce a leitura de rentabilidade da operação adquirida nos anos seguintes, pode gerar questionamentos de auditoria externa, e — em companhias listadas ou com covenants financeiros — afeta diretamente indicadores acompanhados por investidores e credores.

A TSC Advisory conduz processos de PPA com metodologia de valuation estabelecida e rastreabilidade integral entre premissas e conclusões.

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